Através da arte chega-se à saúde mental

Um pouco sobre o Instituto Proponente.

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA GAROTOS SEM FRONTEIRAS é uma ORGANIZAÇÃO SOCIAL CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO que administra e implementa projetos de cunho social, cultural, educacional, esportivo e de sustentabilidade que visam a promoção da cidadania e a inclusão social. Os projetos fomentam políticas inclusivas, desenvolvendo capacitação profissional, vislumbrando a inserção social entre as populações em situação de vulnerabilidade com vistas ao auxílio na construção de um país mais justo e menos desigual.

É uma Associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, pelo Ministério da Justiça na data de 23 de abril de 2003.

O IEIGSF, foi criado em vinte e dois de novembro do ano de 2002, sob o cnpj 05.577.250/0001-02 com duração por tempo indeterminado com sede e foro no Distrito federal e com atuação em todo território nacional, este instituto há 25 anos vem desenvolvendo projetos sociais com vistas a atender o Ser Humano na sua dimensionalidade e, para tanto tem como propósito buscar recursos em âmbito nacional e internacional como suporte, manutenção e assistência às realizações de projetos sociais nas áreas de educação, saúde, meio ambiente, cultura, esporte e lazer.

Esse projeto visa acolher adolescentes da escola pública (municipal e Estadual) com intuito de ampliar seu olhar para ele mesmo, e para o pertencimento social. Sabemos que a adolescência é uma loucura, um período muito tumultuado, quase um terremoto. O jovem provoca, apronta, transgride, se rebela o tempo todo. Vive ilusões e desilusões a toda hora.

Na adolescência, revolta e transgressões são constantes, permitindo aos jovens crescer e tornarem-se eles mesmo. Esta fase da vida é bastante crítica, porque é aqui que os jovens vão se dar conta do que são, o que querem da vida, mas até chegar nesse lugar do amadurecimento percorre caminhos que nem sempre são fáceis pelo tanto de desconstrução que precisa fazer, afinal nos constituímos em cima de fantasias e ilusões, que fazem parte de um processo normal da vida.

Mas o que nos preocupa é que esta fase da vida vem sendo tomada pelas redes sociais de forma agressiva e violenta com nossos jovens, que no auge da insegurança se deparam com o vazio, com a violência social, sexual levando-os a um desarranjo mental total, criam conceitos bárbaros em relação a vida, toda a fase tumultuada, que por excelência deveria ser vivida com toda sua intensidade, para que o jovem conseguisse atingir o ápice e crescer, hoje é vivida pelas lentes doentia de uma rede social que anda adoecendo esses jovens estimulando-os ao ódio, a vingança, a olhar para mulheres, principalmente, de forma deturpada e totalmente desconexa, invertendo a ordem dos fatos e expondo meninas  e meninos de um jeito avassalador enlouquecendo-os a ponto muitas vezes de leva-los a morte por suicídio.

O mundo virou um lugar desequilibrado, os valores são atacados de forma violenta. Os jovens estão perdidos, sem rumo, “sem lenço e sem documento” como diria Caetano Veloso, mas não mais da mesma forma como ele descreve, mas de uma forma doentia, questionam tudo desde sua identidade até seu estar no mundo. Falta sentido, só encontram o tédio. Nessa sociedade do consumo, extremamente capitalista, onde o ter ficou mais importante – em função do poder, do que o ser, que seria a melhor forma de estar no mundo, em função de todo processo de subjetivação que vivemos, se ver sujeito do seu próprio desejo é fundamental, caso contrário fica vazio e totalmente sem sentido, sem narrativas, não conseguindo entender as experiências, e sentindo-se sós e questionando a sua existência, só encontram o tédio, ódio entre outras coisas que são complementares a existência, mas doloridas demais pela forma como a encontram, veem só a própria depreciação enquanto sujeito.

Neste sentindo, juntando as mais variadas formas de expressão como as artes: Cénicas, literária, musical e as rodas de conversa, coordenada por um psicanalista, que faremos a partir deste contexto, nossas oficinas, usando a metáfora para se chegar ao sujeito, muitas vezes oculto, que somente aparecerá através da arte, que tem um potencial enorme de transformar, integrar e solidificar os sentimentos. Através da arte podemos atingir ápices inexplorados e pouco conversados entre os adolescentes, uma vez por não saber desenvolver a ideia, e outra por, às vezes, tais sentimentos não conseguirem ser traduzidos levando-os a um sofrimento sem tamanho.

A nossa proposta é buscar um equilíbrio para que os jovens acolhidos possam se conhecer, fazer escolhas mais assertivas, e vir a ser adultos mais responsivos com eles mesmos e com o seu meio. Para isso precisaremos ensiná-los a cuidar de sua saúde mental. É fundamental criar diálogos que possam tocar, mexer com toda estrutura, que possa desarrumar o já desarrumado mundo do adolescente. Ajudá-los a construir sua própria história através dos fios que vamos liberando nas oficinas convocando-os a pensar a vida de forma muito mais intensa que ficar no celular se maltratando.

“A saúde mental, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é um estado de bem-estar no qual o indivíduo desenvolve suas habilidades, consegue lidar com o estresse normal da vida, trabalha de forma produtiva e contribui para sua comunidade. Não é apenas a ausência de transtornos, mas uma capacidade de equilíbrio emocional e social.” (Pan American Health Organization (PAHO)

Principais Aspectos da Saúde Mental (OMS):

Definição Abrangente: Vai além de não ter doenças mentais; envolve o bem-estar psicológico, social e emocional.

Capacidade de Enfrentamento: Capacidade de lidar com estresses cotidianos, desafios e mudanças da vida.

Produtividade e Vínculos: Capacidade de aprender, trabalhar bem e estabelecer relações saudáveis.

Conceito em Espectro: É algo vivenciado de forma diferente por cada pessoa, oscilando ao longo da vida devido a fatores individuais, sociais e estruturais.

Não é Ausência de Doença: Uma pessoa pode ter uma doença mental e ainda assim ter saúde mental (através de tratamento, equilíbrio e gestão de suas capacidades).

Sinônimos e Conceitos Relacionados:

Bem-estar emocional e psicológico.

Equilíbrio psíquico.

Qualidade de vida.

Resiliência.

 

Como aplicar:

No trabalho: Capacidade de gerir o estresse ocupacional e produzir.

Em situações adversas: Resiliência ao lidar com luto, perdas ou traumas.

Em crianças/adolescentes: Desenvolvimento saudável de habilidades cognitivas e sociais.

A saúde mental é fundamental para a saúde geral, sendo considerada um direito humano básico.

“A saúde mental dos adolescentes no Brasil enfrenta uma crise, com cerca de 30% dos jovens de 13 a 17 anos relatando tristeza frequente e quase metade sofrendo com ansiedade e irritabilidade, segundo dados de 2024. Fatores como bullying, pressão social, uso excessivo de tecnologia e vulnerabilidade socioeconômica contribuem para altas taxas de automutilação, depressão e suicídio, especialmente entre indígenas”. (Unicef)

 

Principais Desafios e Dados:

Tristeza e Ansiedade: Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe) indicou que três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos se sentem tristes na maioria das vezes, e 18,5% pensam com frequência que a vida não vale a pena.

Suicídio e Automutilação: Jovens brasileiros sofrem com altos índices de automutilação e risco de suicídio. A taxa de suicídio entre jovens indígenas (15-29 anos) é extremamente preocupante, chegando a 62,7 por 100 mil habitantes.

Imagem Corporal: Cerca de 27,2% dos estudantes de 13 a 17 anos estão insatisfeitos com o próprio corpo, com maior incidência entre meninas (36,1%).

Baixa Busca por Ajuda: Jovens de 15 a 29 anos são os que menos procuram atendimento de saúde mental na rede pública (apenas 11,3% dos atendimentos), apesar de liderarem as internações por transtornos mentais, com destaque para esquizofrenia e abuso de drogas. (Unicef)

Fatores Contribuintes:

Hiper conexão e Redes Sociais: O uso intensivo de telas substitui atividades saudáveis (sono, exercícios) e fomenta comparações sociais, afetando o humor.

Pressão por Desempenho: A cobrança por sucesso escolar e futuro profissional gera ansiedade.

Ambiente Familiar e Escolar: Violência, abuso, pais rígidos e bullying escolar elevam o estresse. (Pan American Health Organization (PAHO)

Intervenções Necessárias:

Ações nas Escolas: Criação de ambientes acolhedores, com treinamento de funcionários para detectar riscos de suicídio e promoção de saúde mental.

Apoio Familiar: Fortalecimento dos vínculos e diálogo, evitando a minimização do sofrimento.

Políticas Públicas: Aumento do acesso a atendimento psicológico/psiquiátrico especializado na rede pública (SUS) e estratégias voltadas para populações vulneráveis.

Através desses dados coletados via Internet, que são dados do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado de Educação do Estado do Rio, Unicef, e Orgãos internacionais, que mapeamos a necessidade urgente de desenvolvermos este espaço de convivência, e também diante desses dados, percebemos que precisamos nos organizar para desenvolvermos projetos, no formato de políticas públicas, de modo a poder acolher esses jovens e seus familiares.

Roda de Conversa e oficinas artísticas (conversa a partir de algum estímulo que será proposto nas oficinas)

A roda de conversa acontecerá quinzenalmente em um dia a ser pensado junto aos apoiadores do projeto, com a duração de 2 horas no contra turno escolar e com capacidade máximo de acolher 20 pessoas por grupo. Mais do que isso fica difícil de se manejar. Esse é o desenho de um grupo. Caso aja interesse e aceitação do público alvo (Estudantes do ensino médio das escolas estadual, ou do ensino fundamental ultimo ano) poderemos ver a possibilidade de fazermos mais grupos de acordo com a agenda da Casa de Cultura.

Público Alvo:

Jovens adolescentes dos mais variados sexos que estudam na rede pública entre 13 a 29 anos

Visamos também trabalhar junto a área de saúde mental do SUS podendo encaminhar pacientes, caso venhamos a perceber a necessidade de um acompanhamento mais continuado.

Esse projeto é um projeto de parceria com a arte e a  educação que visa cuidar da saúde mental através da escuta apurada de psicanalistas que desenvolverão as rodas de conversas. Nessas rodas proporemos algumas oficinas que serão realizadas por profissionais da área da cultura com intuito de provocar os gatilhos para nossas conversas fiadas e traduzidas durante as rodas de conversa.

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